No próximo domingo, 17 de maio, abriremos as portas para um evento que nasceu de uma convicção: Curitiba transborda histórias que precisam ser contadas e, acima de tudo, ouvidas.
A Feira Literária de Curitiba — a FliCu, para os íntimos — surgiu em 2023, inspirada pelas páginas da nossa brilhante amiga Luci Collin. No conto "Jogando cartas com T. S. Eliot" (do livro A Peça Intocada, publicado por nossa casa), Luci deu nome a algo que já sentíamos no dia a dia: a urgência de celebrar a efervescência literária da nossa cidade.
A FliCu sempre foi palco para vozes singulares, parceiros que apostam no talento local e leitores que buscam ir além dos tradicionais best-sellers, encontrando na literatura uma forma genuína de conexão e manifesto. A cada edição, confirmamos o que já suspeitávamos: a literatura paranaense está mais viva do que nunca.
Nesta terceira edição, contamos com parceiros fundamentais que fazem o cenário acontecer: Magnolia Cartonera, Ōtake, Coletivo Marianas, Editora Donizela, Editora Humaita, Coletivo Era Uma Vez, Amora Livros e Editora Comala. Cada um deles coloca escreve algumas novas linhas da nossa literatura, com o perdão da linguagem figurada tão clichê.
Embora carregue "feira" no nome (e uma sigla que sempre rende sorrisos e muitas polêmicas), a FliCu passa longe de ser apenas um local para você comprar um novo livro (apesar de poder - e dever - fazer isso). É, essencialmente, um espaço de conversa que busca manter nossa comunidade acesa e próxima.
Confira os destaques da nossa programação:
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11h | Crônica, jornalismo e literatura: Um bate-papo entre Claudia Kanoni, Jean Snege e Daniel Snege. Eles exploram como a palavra se comporta em diferentes territórios: o fôlego da crônica, o ritmo do jornalismo e a alma da ficção. Três formas distintas de escuta sobre o mundo.
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14h30 | Curitiba e a América Latina: Mariana Casares e Daniel Montoya discutem como o olhar local é a melhor porta para o horizonte. Como uma cidade como a nossa consegue se conectar com os fios que unem todo um continente?
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16h | O livro como conversa: Alice Ruiz e Luci Collin mergulham na obra Navalhanaliga, com o lançamento de uma nova edição do livro.
Cada escolha na FliCu é feita com penso por trás. Nada na programação existe para preencher horários, mas porque acreditamos que conversas assim são vitais. A literatura local merece esse fôlego, esse espaço de troca e de escuta para todo mundo que faz ela existir aqui no Paraná.
No fim das contas, a FliCu é sobre a simplicidade do encontro: pessoas reunidas em torno de livros, a descoberta de um autor desconhecido, a conversa solta com quem escolheu publicar algo. E, no fim das contas, é o prazer de se reconhecer no que é feito aqui ao lado.
Domingo, a partir das 10h, nossas portas estarão abertas. Traga os amigos, convide os vizinhos, venha para um café ou para passar o dia inteiro. Entre sem bater: aqui, a gente acredita que o livro — e tudo o que ele carrega — é o que realmente importa.
A literatura de Curitiba vive. E no domingo, ela vive com todos nós, juntos.
